segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Dejavu

O que dizer do seu olhar inocente
Descentrado, destemido, brilhante
São olhos alegres, olhos sinceros
Olhos generosos, nos fazem regredir
Esquecer os problemas do mundo
Voltar ao âmago, ao ventre, ao vento

Após o olhar, o sorriso
O Sol, a Lua, a luz
A quebra do silêncio erudito
De forma viciante e endêmica
Descomplica as coisas tão simples
Que fomos ensinados a distorcer

Tão perto, já sinto as mãos
Os gestos, afagos, abraços
Frios e quentes, sujos de terra e melado
Resultado do curioso e destemido
Dividindo a experiência do dia
Ou, que seja, o fruto do trabalho

É por cada um destes que voltamos pra casa
Que lutamos, fazendo um mundo melhor
Por estes inventamos novos problemas
E esquecemos de nós mesmos
E são estes que nos lembram
Hoje, elas são só crianças
Amanhã, seremos nós
Olhando o futuro e vivendo o passado

Nenhum comentário:

Postar um comentário