sábado, 27 de novembro de 2010

Simplicidade

Deixa o vento correr
Afinal, o vento é livre
E por que cada um de nós não pode ser?

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Família Dinossauros, Bob Marley e nossa atualidade

O que há em comum entre "Família Dinossauros" e "Bob Marley"? Várias coisas: ambos são divertidos, conquistaram um grande público no mundo inteiro, entre outras coisas. São daquelas coisas que passam uma mensagem que muitas vezes vai além do pensamento dos espectadores. Muitos ouvem Bob Marley, gostam muito, acham o melhor reggae do mundo, mas sequer entendem inglês. As letras do cara são muito boas (claro, nem todas letras). Verdadeira poesia, para quem aprecia. Família Dinossauros: é divertido ver um bebê dinossauro falante inocentemente agressivo, muito engraçado. Mas cada episódio trata de um tema interessante para nossa sociedade (claro, nem todos episódios). E qual a relação de tudo isso com nossa atualidade? Nenhuma, pois isso tudo é passado. E passado, hoje, é coisa de gente chata, antiquada. Hoje as atrações são voltadas ou para o puro entretenimento ou para a diversão. Nunca as duas coisas. Antigamente, a TV Cultura era divertida. Hoje, é apenas cultura, cuidadosamente filtrada para não confundir as nossas crianças. Hoje, o reggae é só entretenimento (ou rebeldia e apologia a coisas 'vãs'). Ai ai, será que estamos ficando velhos? Ou estúpidos? Ou apenas ficando?

sábado, 10 de abril de 2010

O certo a fazer

O que fazer quando a coisa certa implica em sacrifícios? Mesmo quando esses sacrifícios te farão bem, ou seja, coisas inúteis e passageiras serão descartadas em troca de valores plenos e sólidos, é uma decisão difícil. Muito difícil. Cada vez percebo o quanto é complicado essa vida de ser humano, de não saber o que se quer, de buscar caminhos para encontrar a liberdade.
Passamos por mudanças, acontecimentos, pessoas. Fatos que nos trazem o bem e o mal. Nos alegra e nos entristece. Normalmente não percebemos os efeitos consequentes desses fatos, nossa mudança diária de personalidade. Mas as vezes chega a um ponto onde ficamos frente a caminhos e situações que nos exige uma brusca mudança. Em outras palavras, somos obrigados ou convidados a mudar drasticamente. Deixar coisas para trás e mudar o caminho. Fazer diferente. Daí vem a questão: o certo a fazer.
Dessa vez não tenho respostas, não tenho conclusões. Porque conclusão é o fim. E o fim é certo. Ou o recomeço. Realmente, eu não sei o que fazer. Alguém sabe?

segunda-feira, 29 de março de 2010

A lenda do pégaso

Essa obra não é minha, mas está retrucando na minha cabeça. Então, vai.

Era uma vez, vejam vocês, um passarinho feio
Que não sabia o que era, nem de onde veio
Então vivia, vivia a sonhar em ser o que não era
Voando, voando com as asas, asas da quimera

Sonhava ser uma gaivota porque ela é linda e todo mundo nota
E naquela de pretensão queria ser um gavião
E quando estava feliz, feliz, ser a misteriosa perdiz
E vejam, então, que vergonha quando quis ser a sagrada cegonha

E com a vontade esparsa sonhava ser uma linda garça
E num instante de desengano queria apenas ser um tucano
E foi aquele, aquele ti-ti-ti quando quis ser um colibri
Por isso lhe pisaram o calo e aí então cantou de galo

Sonhava com a casa de barro, a do joão-de-barro, e ficava triste
Tão triste assim como tu, querendo ser o sinistro urubu
E quando queria causar estorvo então imitava o sombrio corvo
E até hoje ainda se discute se é mesmo verdade que virou abutre

E quando já estava querendo aquela paz dos sabiás
Cansado de viver na sombra, voar, revoar feito a linda pomba
E ao sentir a falta de um grande carinho então cantava feito umcanarinho
E assim o passarinho feio quis ser até pombo-correio

Aí então Deus chegou e disse: Pegue as mágoas
Pegue as mágoas e apague-as, tenha o orgulho das águias
Deus disse ainda: é tudo azul, e o passarinho feio
Virou o cavalo voador, esse tal de Pégaso

Pégaso, Pégaso, ...
Pega o Azul


Jorge Mautner

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

RPB - A revolta popular brasileira

Era uma tarde nublada. Dia bom para passear. O povo estava em passeata, mas ninguém passeava. Eram milhares, em todas as cidades. Em cada cidade. Pessoas simples, eu, você, nossos pais, nossos amigos. Pessoas armadas com paus, pedras, facas, placas, panfletos, faixas, camisas, idéias. Uma grande manifestação popular. Mas era diferente, todos lutavam por um motivo comum: a mudança.
Invadiram prédios públicos. Quebraram, gritaram, protestaram. Com postura firme, prontos para vencer, não para destruir, mas para construir. Refazer. Era magnífico, sublime, era o sonho de muitos que já se foram. Onde estava a polícia, o exército, as forças do estado? Temerosas, escondidas, atônitas, indefesas, incapazes. O povo já não temia o estado, nem o Estado. Estavam juntos, unidos. Assim venceram, conquistaram o que sempre fora deles: o poder.
Após a vitória, muitos vibravam, choravam, gritavam, cantavam. Alguns foram para casa. Outros não tinham idéia sobre o futuro. João da Silva tomou a palavra: era um líder nato, foi um líder, um deles. Depois de anos calado, tomou a palavra e soltou o grito do povo:
"Agora é tudo nosso, gente. Tiraram tudo de nós. Saúde, educação, emprego, tudo. Resistimos, como bons brasileiros. Nos separaram, distiguindo-nos entre ricos, pobres e mais pobres. Dessa vez foi a gota!!! A gota!!!!! Agora voltamos a nos unir. Podem tirar tudo de nós: saúde, educação, emprego, futuro. Mas foi a gota. A TV não!!! Nossa diversão, o que nos torna o que somos. Isso não...". Ele foi interrompido por uma bravata de urros, e já não se conseguia entender mais nada que era dito.
E tudo isso devido a um decreto nacional, emitido pelo Ministério das Telecomunicações: Estava autorizada a cobrança pelo fornecimento de sinal aberto de TV.
Foi há uma semana, e foi o suficiente. Podem tirar tudo: saúde, educação, emprego, tudo. Mas a TV não!!! Isso é a gota!!!! Não acha?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

70 vezes 7

70 x 7 = 490

Setenta vezes sete eu.
Setenta vezes sete você.
Setenta vezes sete amigos.
Setenta vezes sete pessoas.
Setenta vezes sete oportunidades.
Setenta vezes sete momentos.
Setenta vezes sete nada.
Setenta vezes sete tudo.
Setenta vezes sete algo
Setenta vezes sete ser.
Setenta vezes sete estar.
Setenta vezes sete "o quê"
Setenta vezes sete amor.
Setenta vezes sete perdão.
Setenta vezes sete decepção.
Setenta vezes sete superação.
Setenta vezes sete erros.
Setenta vezes sete acertos.
Setenta vezes sete dúvidas.
Setenta vezes sete respostas.
Setenta vezes sete eu.
Apenas uma vida.
Quantas vezes setenta vezes sete?
Perdi a conta,
Setenta vezes sete vezes.

The Kabal