São raras as flores do deserto, oxalá quando existem. Mas se existem, estão entre as mais belas do mundo. Pelo menos, assim dizem as pessoas.
É estranho falar sobre aquilo que não sabemos se realmente existe. Porém, é lindo acreditar nas coisas belas descritas pelas pessoas já viram. Ver algo não garante a existência do algo, sabemos. Então, o que vale mais: o ver ou o existir? Acreditar ou ver?
Um certo sábio escreveu: "A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê". Isso pode ser encontrado num livro, creio. O importante é o quanto nos difere o fato de preferirmos ver ou preferirmos acreditar. Embora ambos dependam do nosso desejo, pois vemos ou acreditamos apenas quando queremos, realmente isso nos difere e nos separa. Isso já não é tão belo quanto as flores.
Ora, vendo ou não, façamos então que essas flores realmente existam. Nós somos as flores. Pensando assim, quem sabe, as "flores do deserto" deixem de existir, e dêem lugar aos desertos de flores.
Até lá, se alguém ver uma flor no deserto, me avise. Eu quero ver também. Senão, cabe a mim apenas acreditar...
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
A cobertura: Um pouco de cada um de nós
Todas as noites, quando chego do trabalho
Passo um tempo olhando lá para baixo
Mas não tenho tempo ou coragem para descer
Então fico daqui, na minha cobertura
Pois tenho medo do mundo lá de fora
Do que vejo e ouço nos jornais
Tenho certeza: alguém não gosta de mim
Vejo pessoas que me olham de modo estranho
Através da janela do meu carro, blindado
Pelas esquinas, territórios inimigos?
Mas contra quem seria esta guerra?
De quem estou me escondendo?
O lado de fora parece amistoso
Vejo pessoas sorrindo, falantes
Mas não confio em ninguém
Eu nem lembro se ainda estão vivo
Ou se simplesmente estamos morrendo
Ou se tudo isto foi um filme na TV
Besteira
Desligo a TV e vou dormir
Tomo cuidado com os monstros do armário
Os que querem sufocar-me
Olhando para o teto do meu apartamento
Não consigo dormir, não consigo acordar
E já estou de volta à sala de estar
Observando o movimento
Pois em algum momento vou ser feliz
Viverei amores e aventuras
Por enquanto, tenho medo
E observo a felicidade
Daqui da minha cobertura
The Kabal
Passo um tempo olhando lá para baixo
Mas não tenho tempo ou coragem para descer
Então fico daqui, na minha cobertura
Pois tenho medo do mundo lá de fora
Do que vejo e ouço nos jornais
Tenho certeza: alguém não gosta de mim
Vejo pessoas que me olham de modo estranho
Através da janela do meu carro, blindado
Pelas esquinas, territórios inimigos?
Mas contra quem seria esta guerra?
De quem estou me escondendo?
O lado de fora parece amistoso
Vejo pessoas sorrindo, falantes
Mas não confio em ninguém
Eu nem lembro se ainda estão vivo
Ou se simplesmente estamos morrendo
Ou se tudo isto foi um filme na TV
Besteira
Desligo a TV e vou dormir
Tomo cuidado com os monstros do armário
Os que querem sufocar-me
Olhando para o teto do meu apartamento
Não consigo dormir, não consigo acordar
E já estou de volta à sala de estar
Observando o movimento
Pois em algum momento vou ser feliz
Viverei amores e aventuras
Por enquanto, tenho medo
E observo a felicidade
Daqui da minha cobertura
The Kabal
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