Viver de aparências: esse é o objetivo das diretrizes da educação brasileira. Bater no peito e dizer aos líderes mundiais como métodos de primeiro mundo são aplicados no Brasil. Como assim? Pergunte a qualquer professor, sobretudo aqueles responsáveis pela educação básica, pública ou particular. O que é permitido um professor fazer? Quais medidas disciplinares podem ser aplicadas? Ok, antes de tantas perguntas, vamos começar do início.
Basicamente, o que uma criança precisa aprender nos primeiros anos de vida? Amor, partilha, essas coisas todas ensinadas pelos contos de fadas. Certo. O que nós, velhacos ultrapassados, aprendíamos antes de ir a escola? Disciplina, respeito e deveres: valores. Os nossos direitos íamos dominando com o tempo. Hoje? A gurizada entra na escola 'sabendo' que o professor é pago para ensinar. 'Sabendo' que o professor é 'culpado' pela falha do 'aluno'. Poucos não pensam assim, menos ainda se opõem.
Fato: A disciplina foi terceirizada. A criança tem que aprender isso na escola, onde o professor é extremamente limitado e os pais desinteressados, confiantes no sistema de ensino de primeira. Sistemas de ensino criados principalmente por filósofos e estudiosos. Estudos esses defendidos por especialistas em educação, carentes de experiência em campo. Alguém aí acha que passar uma semana numa sala dá experiência de campo?
Por que nosso país não imita os esquemas de educação em tempo integral? Aproveitar as salas vazias das grandes escolas públicas tão disputadas no passado, gerar empregos, abrir horizontes e tirar meninos desocupados das ruas tentadoras. Não é só criança abandonada que aprende as coisas ruins ensinadas nas ruas. Não é gastar dinheiro com educação (claro, os estudantes precisam comer, tomar banho, material para trabalhar, etc.), mas investir. Além disso, os próprios pais poderiam produzir mais se não tivessem submetidos à preocupação de onde deixar seus filhos. O estado não substitui a ausência de bons pais, mas poderia minimizar as consequências dessa ausência.
Em outros lugares certas diretrizes embasadas por certos estudos podem
até funcionar. Em lugares onde a educação e tida como importante ou
essencial. No Brasil, educação ainda é compulsória. Para o aluno, para o
professor e para os pais. Os supletivos e super-cursos que o digam:
Viva ao supletivo em 15 dias, autorizado pelo MEC!
Aos leitores:
Me chamem de nostálgico, saudosista, utópico. Minha ideia é essa aí. Prova? c.q.d.! Ah, todas as aspas são propositais :)
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Dejavu
O que dizer do seu olhar inocente
Descentrado, destemido, brilhante
São olhos alegres, olhos sinceros
Olhos generosos, nos fazem regredir
Esquecer os problemas do mundo
Voltar ao âmago, ao ventre, ao vento
Após o olhar, o sorriso
O Sol, a Lua, a luz
A quebra do silêncio erudito
De forma viciante e endêmica
Descomplica as coisas tão simples
Que fomos ensinados a distorcer
Tão perto, já sinto as mãos
Os gestos, afagos, abraços
Frios e quentes, sujos de terra e melado
Resultado do curioso e destemido
Dividindo a experiência do dia
Ou, que seja, o fruto do trabalho
É por cada um destes que voltamos pra casa
Que lutamos, fazendo um mundo melhor
Por estes inventamos novos problemas
E esquecemos de nós mesmos
E são estes que nos lembram
Hoje, elas são só crianças
Amanhã, seremos nós
Olhando o futuro e vivendo o passado
Descentrado, destemido, brilhante
São olhos alegres, olhos sinceros
Olhos generosos, nos fazem regredir
Esquecer os problemas do mundo
Voltar ao âmago, ao ventre, ao vento
Após o olhar, o sorriso
O Sol, a Lua, a luz
A quebra do silêncio erudito
De forma viciante e endêmica
Descomplica as coisas tão simples
Que fomos ensinados a distorcer
Tão perto, já sinto as mãos
Os gestos, afagos, abraços
Frios e quentes, sujos de terra e melado
Resultado do curioso e destemido
Dividindo a experiência do dia
Ou, que seja, o fruto do trabalho
É por cada um destes que voltamos pra casa
Que lutamos, fazendo um mundo melhor
Por estes inventamos novos problemas
E esquecemos de nós mesmos
E são estes que nos lembram
Hoje, elas são só crianças
Amanhã, seremos nós
Olhando o futuro e vivendo o passado
terça-feira, 28 de junho de 2011
Manifesto em palavras bonitas (parte 1)
Fato: o Brasil tá ficando uma merda! Culpa minha, sua, nossa e deles. Eles, a terceira do plural, as pessoas da sala de jantar, a corja de assassinos estupradores, os garçons e seus cálices: pessoas que apenas mudam de cara com o tempo, mas habitam em nossos corações e consciências desde que largamos a posição quadrúpede.
Este texto está cheio de coisas que nós estamos carecas de saber, mas simplesmente ignoramos pelo bem estar de nossas vidas. Afinal, viver é passar por cima dos problemas, né? É viver um dia após o outro, superar as dificuldades, é não ter a vergonha de ser feliz.
Um país com corpo de potência e pensamento de formiga, sempre cedendo à imagem de bom vizinho e aspirando respeitos desnecessários. Isso devido a diversos fatores. A começar por um povo de auto estima circense. Um povo bonito, rico, embora prejudicado ao decorrer da história. Um povo ordenhado que vive de pasto e água, alimentando os próprios viciados, criando e matando pelo dinheiro e pelo bem comum. A terminar por uma nação cercada de amigos-hermanos-brothers preocupados com nossas riquezas e nossa saúde, e com o desenvolvimento sustentável sem a extinção dos elefantes brancos.
O Brasil tem os parlamentares mais caros do mundo. E os mais corruptos. São os funcionários públicos mais contraditórios que conheço. Determinam o próprio salário, a própria jornada de trabalho. Por outro lado, seus patrões são os melhores que existem: pagam muito, não cobram nada. Apenas reclamam, quase nunca sem saber porque. Apenas reclamam, são ouvidos, protocolados, arquivados. Uma política meramente política, uma oposição meramente oposta. O poder fala mais alto e o povo se cala, samba, joga e torce para o time favorito.
E a educação sucateada? O mercado de trabalho controverso? Cadê a mão do Estado quando precisamos dela? A mão está fazendo o que faz melhor: pegando, catando, escolhendo e jogando fora. Somos meros grãos de soja e milho! Sofro pelos amigos, colegas de estudo, que ficaram pelo caminho. Aqueles que não tiveram oportunidades ou foram impedidos de aproveitar as poucas oferecidas. A sociedade engana, enebria com uma felicidade viciante, repetitiva e vazia. Por muitas vezes desejei ser ignorante e feliz. Hoje, redefino a ideia de felicidade ao meu bel prazer, através do conhecimento adquirido com o tempo. Modéstia a parte, prefiro a segunda.
E o que eu estou fazendo a respeito? Pouco, ou nada. Falo, reclamo, conscientizo: isso é o pouco. Estudo, progrido, sonho: isso é o nada. Mas, quando quiserem fazer uma greve geral, uma passeata até a prefeitura/planalto, cortar as cabeças de alguns ministros, ou limpar alguns rios poluídos, me avisa.
Este pequeno manifesto é uma parcela da minha e da sua indignação. Penso em escrever mais a cada novela, a cada intervalo comercial, a cada partida de futebol. A cada mentira escondida em parcelas de felicidades contratadas e despejadas a conta gotas. Um dia ainda deixo de me preocupar com essas coisinhas bobas, que não levam ninguém a lugar algum. Neste dia chorem, pois acabei de morrer para reviver como uma fênix apagada pintada de cinzas e disfarçada de arara azul.
Este texto está cheio de coisas que nós estamos carecas de saber, mas simplesmente ignoramos pelo bem estar de nossas vidas. Afinal, viver é passar por cima dos problemas, né? É viver um dia após o outro, superar as dificuldades, é não ter a vergonha de ser feliz.
Um país com corpo de potência e pensamento de formiga, sempre cedendo à imagem de bom vizinho e aspirando respeitos desnecessários. Isso devido a diversos fatores. A começar por um povo de auto estima circense. Um povo bonito, rico, embora prejudicado ao decorrer da história. Um povo ordenhado que vive de pasto e água, alimentando os próprios viciados, criando e matando pelo dinheiro e pelo bem comum. A terminar por uma nação cercada de amigos-hermanos-brothers preocupados com nossas riquezas e nossa saúde, e com o desenvolvimento sustentável sem a extinção dos elefantes brancos.
O Brasil tem os parlamentares mais caros do mundo. E os mais corruptos. São os funcionários públicos mais contraditórios que conheço. Determinam o próprio salário, a própria jornada de trabalho. Por outro lado, seus patrões são os melhores que existem: pagam muito, não cobram nada. Apenas reclamam, quase nunca sem saber porque. Apenas reclamam, são ouvidos, protocolados, arquivados. Uma política meramente política, uma oposição meramente oposta. O poder fala mais alto e o povo se cala, samba, joga e torce para o time favorito.
E a educação sucateada? O mercado de trabalho controverso? Cadê a mão do Estado quando precisamos dela? A mão está fazendo o que faz melhor: pegando, catando, escolhendo e jogando fora. Somos meros grãos de soja e milho! Sofro pelos amigos, colegas de estudo, que ficaram pelo caminho. Aqueles que não tiveram oportunidades ou foram impedidos de aproveitar as poucas oferecidas. A sociedade engana, enebria com uma felicidade viciante, repetitiva e vazia. Por muitas vezes desejei ser ignorante e feliz. Hoje, redefino a ideia de felicidade ao meu bel prazer, através do conhecimento adquirido com o tempo. Modéstia a parte, prefiro a segunda.
E o que eu estou fazendo a respeito? Pouco, ou nada. Falo, reclamo, conscientizo: isso é o pouco. Estudo, progrido, sonho: isso é o nada. Mas, quando quiserem fazer uma greve geral, uma passeata até a prefeitura/planalto, cortar as cabeças de alguns ministros, ou limpar alguns rios poluídos, me avisa.
Este pequeno manifesto é uma parcela da minha e da sua indignação. Penso em escrever mais a cada novela, a cada intervalo comercial, a cada partida de futebol. A cada mentira escondida em parcelas de felicidades contratadas e despejadas a conta gotas. Um dia ainda deixo de me preocupar com essas coisinhas bobas, que não levam ninguém a lugar algum. Neste dia chorem, pois acabei de morrer para reviver como uma fênix apagada pintada de cinzas e disfarçada de arara azul.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Ah, verdades
Por que ferem?
Sinceridade, doce flor cheia de espinhos.
Quem as quer? Quem as cultiva?
Ninguém é o que diz?
Se sabes por que sinto, por que perguntas?
Se sabes o que ignoro, por que tenta?
Se sabes que vou, por que não vai?
Se sabes que falo a verdade, por que ouves?
Se não a quer, por que pede?
Ou a verdade não satisfaz, ou a falta dela o faz
Verdade, simples, crua, nua, minha ou sua
Por que ferem?
Sinceridade, doce flor cheia de espinhos.
Quem as quer? Quem as cultiva?
Ninguém é o que diz?
Se sabes por que sinto, por que perguntas?
Se sabes o que ignoro, por que tenta?
Se sabes que vou, por que não vai?
Se sabes que falo a verdade, por que ouves?
Se não a quer, por que pede?
Ou a verdade não satisfaz, ou a falta dela o faz
Verdade, simples, crua, nua, minha ou sua
sábado, 27 de novembro de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Família Dinossauros, Bob Marley e nossa atualidade
O que há em comum entre "Família Dinossauros" e "Bob Marley"? Várias coisas: ambos são divertidos, conquistaram um grande público no mundo inteiro, entre outras coisas. São daquelas coisas que passam uma mensagem que muitas vezes vai além do pensamento dos espectadores. Muitos ouvem Bob Marley, gostam muito, acham o melhor reggae do mundo, mas sequer entendem inglês. As letras do cara são muito boas (claro, nem todas letras). Verdadeira poesia, para quem aprecia. Família Dinossauros: é divertido ver um bebê dinossauro falante inocentemente agressivo, muito engraçado. Mas cada episódio trata de um tema interessante para nossa sociedade (claro, nem todos episódios). E qual a relação de tudo isso com nossa atualidade? Nenhuma, pois isso tudo é passado. E passado, hoje, é coisa de gente chata, antiquada. Hoje as atrações são voltadas ou para o puro entretenimento ou para a diversão. Nunca as duas coisas. Antigamente, a TV Cultura era divertida. Hoje, é apenas cultura, cuidadosamente filtrada para não confundir as nossas crianças. Hoje, o reggae é só entretenimento (ou rebeldia e apologia a coisas 'vãs'). Ai ai, será que estamos ficando velhos? Ou estúpidos? Ou apenas ficando?
sábado, 10 de abril de 2010
O certo a fazer
O que fazer quando a coisa certa implica em sacrifícios? Mesmo quando esses sacrifícios te farão bem, ou seja, coisas inúteis e passageiras serão descartadas em troca de valores plenos e sólidos, é uma decisão difícil. Muito difícil. Cada vez percebo o quanto é complicado essa vida de ser humano, de não saber o que se quer, de buscar caminhos para encontrar a liberdade.
Passamos por mudanças, acontecimentos, pessoas. Fatos que nos trazem o bem e o mal. Nos alegra e nos entristece. Normalmente não percebemos os efeitos consequentes desses fatos, nossa mudança diária de personalidade. Mas as vezes chega a um ponto onde ficamos frente a caminhos e situações que nos exige uma brusca mudança. Em outras palavras, somos obrigados ou convidados a mudar drasticamente. Deixar coisas para trás e mudar o caminho. Fazer diferente. Daí vem a questão: o certo a fazer.
Dessa vez não tenho respostas, não tenho conclusões. Porque conclusão é o fim. E o fim é certo. Ou o recomeço. Realmente, eu não sei o que fazer. Alguém sabe?
Passamos por mudanças, acontecimentos, pessoas. Fatos que nos trazem o bem e o mal. Nos alegra e nos entristece. Normalmente não percebemos os efeitos consequentes desses fatos, nossa mudança diária de personalidade. Mas as vezes chega a um ponto onde ficamos frente a caminhos e situações que nos exige uma brusca mudança. Em outras palavras, somos obrigados ou convidados a mudar drasticamente. Deixar coisas para trás e mudar o caminho. Fazer diferente. Daí vem a questão: o certo a fazer.
Dessa vez não tenho respostas, não tenho conclusões. Porque conclusão é o fim. E o fim é certo. Ou o recomeço. Realmente, eu não sei o que fazer. Alguém sabe?
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